Caso Eloá (sim, ainda) Congresso debate espetacularização da cobertura de imprensa
O Congresso realizou nesta terça-feira audiência pública para debater a “espetacularização” promovida pelas redes de televisão na cobertura do seqüestro ocorrido recentemente em Santo André (SP). A audiência foi proposta pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) e ganhou o apoio da deputada Luiza Erundina (PSB-SP). Além de parlamentares, especialistas e representantes das principais emissoras de televisão do país já confirmaram presença no debate.
Segundo Ivan Valente, o objetivo é ouvir a opinião de especialistas de diversos setores sobre as conseqüências do tipo de cobertura feito pela imprensa no seqüestro que resultou na morte da jovem Eloá Cristina Pimentel da Silva. A expectativa é que as emissoras de TV esclareçam sobre a linha de jornalismo adotada no caso. Representantes das TVs Globo, Bandeirantes, Record e Rede TV irão participar do evento.
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Na avaliação de Ivan Valente, os meios de comunicação têm responsabilidades e a mega cobertura acabou por influenciar no fim trágico do episódio. “As TVs abriram sua programação para que tudo fosse transmitido ao vivo, numa disputa monumental e irresponsável pela audiência. Chegaram a entrevistar o seqüestrador, transformando-o em celebridade e levando ainda mais tensão para uma situação de absoluta instabilidade. Temos que discutir com urgência o papel que esses meios de comunicação jogaram neste caso”, afirmou o deputado.
“Era uma contradição absurda. Os negociadores da PM tentavam minimizar as dimensões do crime e solucioná-lo, enquanto que os veículos de comunicação trabalhavam numa lógica contrária, supervalorizando o fato e prolongando uma situação de risco e sofrimento”, completou.
por Leandro Kleber
via Contas Abertas
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a massa é mórbida, gosta deste tipo de coisa, vide as buscas malucas por fotos da menina eloá morta ou orkut da eloá. não adianta este tipo de reunião, a tv tem que mostrar o que o povo quer ver, e se o povo gosta e quer ver a bala atravessando a cabeça da menina, sorte da emissora que conseguir a imagem e a autorização para veiculá-la, assiste quem quer!
particularmente tive a sorte de estar sem tv na época do “caso eloá” e só acompanhei o caso pelos comentários do trabalho, nem pela internet tive curiosidade de saber o que estava acontecendo, enquanto alguns malucos buscam até hoje sobre o assunto… bando de malucos mesmo!
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